
Textos inacabados,devaneios exagerados, palavras malditas, frases benditas e tudo que mais importar
PESSOA ESTRANHA...
Parvati,25 anos, bióloga marinha, preguiçosa,hábita o fantástico do mundo e desconhece o desapego que dizem os livros,
busca encontrar o guerreiro da luz dentro de si,em palavra é amor em olhar é um campo verde,uma pessoa de bom dia que não dispensa uma boa noite...muito prazer!
AMIGOS ESTRANHOS...
Aurora Boreal
Clarice e Simone
Teorias da Loucura
Doce Fel
Asterix
Paula em NY
Ah! Se Madonna soubesse...
OUTROS LUGARES...
Espelunka Bar
Vinicius de Moraes
Oráculos
Instante Anterior
Warrior of the light
O QUE O TEMPO FEZ PASSAR
Quero um pouco falar de amor, quero mais falar de mim, quero depravar e me guardar,
A vida me dá medo... Um conto em campos...
Enfim havia chegado o dia em que pegaríamos a estrada e iríamos para aquela cidade que desde criança adorava, minha paixão pelo belo, pelo capricho nos detalhes sempre foi enorme. Me encontrava em estado de êxtase absoluto, estava indo pra Campos de Jordão e acompanhada pelo homem mais intrigante e fascinante que já conheci nesse meus 25 anos.
Terça-feira, Janeiro 18, 2005;
Um mês sem os remédios, acho que é isso que esta me deixando assim.
Lição de moral que dói: sem trabalho ,sem grana, sem mecher o corpo, sem ocupação é por isso que vc está assim!
Diagnóstico do cara que eu escolhi pra ficar do meu lado...droga ele tá certo, ele tá certissímo, issímo...
O que fazer o corpo não tá respondendo o que a mente tá pedindo, a mente se confunde no que quer realmente, o corpo pede força , a mente pede força!!!
Por favor .... preciso de ajuda!!!!
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Sexta-feira, Outubro 01, 2004;
quero assim, quero o pouco e quero mais,
descobri o que já sabia, é necessário viver, e não posso parar agora, a vida roda e a roda é viva...
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Quarta-feira, Setembro 29, 2004;
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Quarta-feira, Julho 07, 2004;

CARTAS,CRÔNICAS E DECLARAÇÕES DE AMOR
Deixo para ti o que veio do melhor de mim.
Deixo deitar no meu corpo a febre de um amor ausente, recordo-me dos dias em que estive ao teu lado, e esqueço dos passos que terei de dar em direção a outro momento desse meu destino.
Liberto tua alma mas prendo-me a teu coração, sinto o cheiro brando da tua cor que ainda resplandece em meus olhos sem eu te ver, não escuto mais tua voz mas tuas palavras soam pelo meu ouvido .Dói-me forte o ainda de te querer, regorgito palavras que me fazem entender a teia em que me deixou, a bagunça das letras desse sentimento que me parece não ter fim,a certeza que arde em minha vida de que a história que tivemos ainda esta sendo escrita em um livro de capa dura e aveludada cor de céu. Escuto meu pensamento como um blues antigo, que me cai calmo e embalante , me encharco de vinho tinto pra tentar esfriar meu amor e esquentar meu coração para um outro alguém, em vão.
Encanto homens com apenas um sorriso e um fraco brilho no olhar, e nem sequer vê minha luz que hoje cintila só pela alegria de seguir amando, amando a ti e à mim,o que me ensinaste sem saber.
Oro em noites escuras `a clamar pela tua volta, permaneço com meu coração calado,deixo apenas em folhas brancas um pouco desses devaneios, hoje guardo em livros nosso romance e aquieto minha alma esperando um novo dia amanhecer.
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Quarta-feira, Junho 16, 2004;

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela
pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não
interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que
fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que
me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só
sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam
perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma
exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade
bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de
aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem
chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que
não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e
sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que 'normalidade' é uma
ilusão imbecil e estéril.''
(Oscar Wilde)
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Quarta-feira, Maio 26, 2004;
ORAÇÃO PARA ENCONTRAR A ALMA GÊMEA
"Ó Deus sei que existe neste mundo, uma pessoa que Vos estais reservando para mim, e que é a outra metade da minha alma.Bem no íntimo da minha alma, sei onde esta pessoa está no momento.Onde quer que ele(a) se encontre, a força magnética do amor fará com que nos aproximaremos infalivelmente, e então, se dará uma união harmoniosa e abençoada por todos.
Eu Vos agradeço Deus por haverdes criado a outra metade da minha alma e por estardes providenciando para nos conduzir a um casamento feliz"
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Segunda-feira, Maio 24, 2004;

Sem comentários...
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Segunda-feira, Maio 17, 2004;
"Um dia feliz às vezes é muito raro..."
Não quero melancolia, mas às vezes é necessario falar o que se sente, não estou triste, mas um vazio frio é o que sinto no momento, o que não deixa eu estar feliz mas que também não me faz triste, sei que passa, sei que o novo sempre vem e é isso que me faz seguir....

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Terça-feira, Maio 04, 2004;
Dor
Dói-me o amor, como uma ferida que se abriu
ao luar da noite escura, perpetuada por todos os nossos beijos
doces, quentes, perfumados do aroma do vicío.
Dói-me tanto querer, latejam-me as veias no som incessante
da vontade te ter e de te amar.
Dói-me o corpo de te olhar e desejar-te com todas as células,
cada milímetro de pele a clamar o teu toque, a pedir
que me fecundes da tua saliva...
Doem-me os seios da espera pelas tuas mãos suaves,
como um eterno valsar de dois amantes pelas estrelas.
Dói-me o amor, tão forte, tão implacável, que o seguro
todo em mim como um brilho demasiado claro para se poder
apagar da escuridão do quarto.
Dói-me o olhar de não se cruzar com o teu a cada instante
dos dias mais belos.
Mas acima de tudo doem-me todos os momentos do passado,
em que não te sabia aí, sem o meu toque, sem os meus beijos apaixonados.
Doem-me os dias que não te amei,
todos os suspiros que não dei,
todos os amo-te que não soltei...
Dóis tu meu amor... Meu prazer tão intenso que é dor...
(Silvia)

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Terça-feira, Abril 27, 2004;
" EU ENTENDO O CÉSAR "
Eu entendo o César porque também quero um relacionamento sério e compromissado;
Porque adoro almoços nas casas da tias;
Porque morro de medo de pensar na possibilidade de não encontrar um outro alguém com quem eu possa manter um diálogo inteligente e também ter vontade de beija-lo;
Eu entendo o César, porque também acredito piamente na Persona que as pessoas criam;
Porque tenho pavor de pensar que meu bem amado pode encontrar uma vagabunda qualquer daqui à um mês;
Porque sou carente;
Porque acredito ter encontrado uma pessoa ideal;
Porque às vezes perco o orgulho;
Porque acho que as pessoas tem que se entregar ao amor da mesma maneira que eu;
Porque penso que sempre existe uma outra chance;
Porque os meses podem passar, mas eu ainda vou pensar naquela pessoa " ingrata " ;
Porque dói;
Porque procuramos no outro o que tentamos encontrar em nós mesmos;
Por essas e por outras que eu entendo o César....
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Quinta-feira, Abril 22, 2004;
POR NÃO ESTAREM DISTRAÍDOS
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos. (Clarice Lispector)

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Segunda-feira, Abril 12, 2004;
As primeiras horas na cidade ocorreram como eu bem imaginava, logo a intimidade de dividir o mesmo teto( nem que isso fosse por três dias), transparece as raízes que temos em todos nós, eu com minha criação desregrada ele com cultura, hoje atrasada, da civilização grega, confesso: me assustei.
Era noite quando fomos passear pelo Centro, e patavida do destino entrei numa loja de bonecas importadas, daquelas que a perfeição dos detalhes assusta, fiquei eufórica ao ver os bebês, tive vontade de pegar um e me observar como mãe por alguns minutos, me contive e sai da loja.Foi então que vi os olhos assustados dele, perguntei se alguns dos duendes lhe havia falado alguma coisa, ainda comentei inocentemente que imaginava que nosso filho nasceria ruivo...o universo brincava com a gente.
Começava então uma conversa que estava guardada talvez na eternidade do destino,
Eu revelando a minha vontade descontrolada de ser mãe de um filho dele, ele me contando sobre as previsões do tarot prenunciando uma gravidez minha, esta vindo muito forte nas duas vezes em que foram tiradas as cartas pra ele, nós discutindo e lembrando das coincidências envolvendo este tema no nosso relacionamento, ele em pânico, eu ainda com vertigem, ficamos por longos minutos parados no meio do boulevard, os traseuntes não calculavam, quão grande era a importância da conversa daquele casal, talvez nem nós.Os deuses estavam rindo, magicamente a verdade do destino havia se mostrado para nós, o meu desejo tinha despertado o universo, a minha força maternal tocado o coração dele.
Mas como o destino as vezes não escolhe momento, o que estava certo pra acontecer , chegou cedo demais e o pavor nos olhos dele , as explicações e as soluções que ele encontrava para surpreender o que o baralho revelava me mergulhava em profunda tristeza, foi então que supliquei que ele não escolhesse a nossa separação como solução.Tentamos manter a tranqüilidade voltamos para casa ainda inebriados com a força do universo, nos amamos e tentamos dormir.
A madrugada não havia sido tranqüila inúmeros sonhos não me deixaram dormir,ajeitamos algumas coisas, e fomos para o Horto um lugar maravilhoso, onde nos meus 9 ou 10 anos minha mãe me ensinou talvez a grande lição da minha vida: APROVEITE O MOMENTO, FILHA!!
Nos encostamos embaixo de um pinheiro defronte a um laguinho, ele me pediu para acompanha-lo nos exercícios de respiração, não o fiz tinha muito o que pensar e não ia conseguir relaxar.
Então me dei conta que passado anos em minha vida desde do dia em que minha mãe me falava aquilo me encontrava no mesmo lugar, na mesma energia e infelizmente não havia aprendido de verdade a aproveitar o momento, eu ali naquele lugar perfeito, com o cara dos meus sonhos, não parava de pensar na segunda quando quem sabe ele me deixasse para evitar a gravidez, e então eu imaginava o quanto haveria de sofrer e quanto realmente não mereço ser feliz.
Ele terminou o exercício e pediu que eu dividisse meu pensamento, falei que pensava no movimento das coisas, ele sabia que não era isso, então falei sobre o que eu refletia.Mais uma longa e importante conversa se iniciava .
Ele me falava o que ando buscando há um bom tempo , me bastar, me amar, me achar por si só uma Persona Grata. Usando as palavras perfeitamente e numa intensidade que me emocionava, falou o porque achava que estávamos juntos, na força misteriosa que nos unia, na minha infantilidade, e de que não somos um casal de verdade, então mais tristeza.
Sequei minhas lágrimas, fomos fazer um pic nic e depois uma curta caminhada,
Pensava na força que eu e aquele homem ao meu lado tínhamos dentro de nós, na beleza daquela relação, na magia com que as coisas aconteciam para gente, na enorme sintonia de nossos pensamentos, no aprendizado mútuo, na estranheza dos nossos sentimentos e tentava imaginar o porque que ele não nos considerava um casal, namorados.Então que mais poderíamos ser?
À noite acendemos a lareira, tomamos um bom vinho, dançamos Credence , ele tocou violão rezou e foi dormir, eu um pouco embriagada fumei alguns cigarros e fui deitar, ele não quis me amar essa noite.
A noite passou rápido e mais uma vez não foi calma, lá fora amanheceu um dia lindo, começamos os preparativos para partir, demoramos um pouco, passamos no centro para pegar alguns presentes e começamos o retorno, paramos em um recuo na estrada onde podia se observar a beleza das montanhas coberta de araucárias havia umas banquinhas vendendo especialidades do local, na nossa fantástica sintonia ele me pergunta se eu queria comer pamonha, doce que eu saí de casa louca pra saborear...mais uma vez o universo aprontando das suas.
Ficamos quase em silêncio pela viagem toda, meu pensamento transitava na velocidade dos carros.
Chegamos em casa ele me ajudou com as malas, me deu um beijo e até mais.
Entrei na sala meu coração estava pequeno me pus a chorar sobre olhar indignado da minha família, contei-lhes tudo e uma grande mesa redonda se formou para discutir os fatos.Todos davam sua opinião, mas foi meu pai quem falou quase que emocionado as palavras que encerro esse pequeno conto:O aviso foi dado as coisas estão aí talvez pra acontecer só depende de vocês, mas observem o quão felizes vocês são por terem como padrinhos desse relacionamento: o universo.

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Terça-feira, Abril 06, 2004;

Percepção tardia...
(_Não, não e não, nem tudo pode ser do seu jeito, menina!!!!)
Hoje percebo que esta foi a frase que mais fez falta em minha vida,
Lembro-me de que os inúmeros pedidos que fazia eram prontamente atendidos por qualquer membro da minha família, ou até mesmo por algum conhecido próximo.
Minhas coleções de boneca eram sempre completas, casas ,banheiros, roupas acessórios, possuía os mais interessantes playmobils que pudesse existir, tinha as roupas sempre de acordo com a moda infantil e depois de alguns anos juvenil...que embora nessa época a situação tivesse se tornado um pouco mais difícil não afetou diretamente minha vida, meus pais faziam enormes sacrifícios para eu continuar tendo uma certa mordomia.Eu era na maioria das vezes o centro das atenções na roda familiar, mesmo já tendo uma irmã e alguns primos, meus cabelos eram loiros e compridos e isso também era previlégio só meu.me dava ao luxo de ser antipática e mesquinha por muitas vezes, sempre era perdoada pois era muito bonita pra ser reprimida
Não preciso dizer, que pouco mais tarde o império ruiu.
E tudo aquilo que me dava base escorria pelo assoalho, logo na adolescência, por obra dos deuses passei por essa fase sem maiores problemas ,nada além de uma atitude grunge inofensiva....
Mas foi lá pelo final dos 17 que os problemas começaram à aparecer, o que hoje eu lastimo é que talvez tenha perdido muita coisa exigindo que tudo funcionasse como o meu império infantil, não, não foi assim, não é assim.
Crises , choros, descontroles, fugas (literalmente), sofrimento, muito sofrimento, dor de não saber escutar um não, angustia por ter sido negada, e mais descontroles...Isso estendeu-se por todos esses anos e hoje sinto doer por não saber entender que nem tudo funciona como queremos, simplesmente.
Hoje sofro porque quero que minha noite seja exatamente como imaginei de manhã, sofro porque não depende de mim e sofro mais porque tenho que aprender com o não.
Acabaram-se minhas palavras.
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Terça-feira, Março 30, 2004;
Ok...preciso escrever...
Começarei com isso" Poucos aceitam o fardo da própria vitória;a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis" (P.Coelho), perfeito.
Talvez ainda não esteja tão vitoriosa , talvez eu esteja no caminho certo pra chegar na vitória, mas o que esta acontecendo é que estou procurando uma força dentro de mim para seguir em frente e persistir e não estou encontrando...
Uma força que outrora sempre surgia rápido e queimando, hoje vem como brisinha fresca e até um pouco sem vontade.
Não me precipitarei e jogarei tudo pro alto, não isso não, mas estou tentando entender o que diabos está acontecendo, as coisas dentro de mim não estão como costumavam ser...
Seria realmente aquela frieza que surge em todos os corações sofridos? Seria aquela dor de quem já sofreu demais e tem medo de seguir em frente(aquela que tanto depreciei...)? Seria tão somente uma fase passageira ou fruto de uma forte Tpm? Estaria eu virando uma contrafóbica? Ou será uma realidade que eu não quero ver?
Vamos então as minhas certezas;
Quero ficar com ele, gosto muito dele, quero estar perto dele, quero que ele demonstre mais o que sente( em atos e palavras), quero permanecer com ele, não quero sofrer nem ficar angustiada, quero gostar mais dele , ter força para seguir em frente, ele não tem trazido lenha pra manter acesa minha fogueira....(sentimentalmente falando) e não sei até quando vou agüentar sem falar isso....
Quero ajustar as coisas, tenho medo de falar bobagem , tenho medo de ser precipitada, tenho medo de estar errada, tenho medo de estar certa, quero saber falar "não", quero também não querer ver, quero amar com força porque só com amor há transformação, quero entender, não quero que acabe, quero que dure, quero que me ame também, quero mais, não pode ser só isso, nós podemos mais,queria poder mostrar esse texto.
Então agora me lembro "Que haja transformação e que comece comigo"(Marilyn Ferguson) .
Que te parece?

"Quero sua risada mais gostosa,
nesse teu jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa,
Quero tua alegria escandalosa,
Vitoriosa por não ter vergonha de aprender como se goza,
Quero toda sua pouca castidade,
Quero toda sua louca liberdade,
Quero toda sua vontade de passar dos seus limites,
e ir além,
e ir além..."
Vitoriosa (Ivan Lins)
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